1.7.10

floresta quando eu estiver quase morta [...] sensação de perto [...] porque excertos são tudo o que há [...] no final das contas nada era assim tão essencial e tão fundamental que não se pudesse viver sem. também nada era assim tão imprescindível que daquilo dependesse alguma vida [...] sensação de fim [...] as pessoas que amo desaparecendo como uma luz que se apaga à noite na rua. penso que logo eu terei que me acostumar mas eu sempre me acostumo e talvez seja mais fácil cada vez que um novo desaparecimento acontece e que talvez eu mesma desapareça logo ou um dia ou quem sabe amanhã será um dia?

15.11.09

tédio.

corroendo minha carne há tédio.
culpa e falta.

aborto é a solução.

6.9.09

quando ele grita, silencio com remédio.

2.9.09

vivendo do que posso roubar: subjetividade.

25.8.09

abençoe-me máquina minha.
reze por mim.

22.8.09

um corpo que se meu fígado falasse diria garganta e se minhas mãos falassem diriam olhos.

20.8.09

todo espaço é invadível.

as cordas que te seguram não preenchem teu vazio.

16.8.09

olhos e cegueira de ontem para hoje são olhos e cegueira de hoje para amanhã.

12.8.09

mo[rre]rei dormindo dentro do sangue de outra pessoa.